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Como compreender a preocupação

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Como lidar com as preocupações, ( Robert L. Leahy ) será abordado em duas etapas, pois é um tema que abrange os Transtornos Psicológicos da atualidade. A primeira etapa é: Como compreender a preocupação.

“ …Dr. Robert Leahy elaborou um programa fácil de seguir, identificando preocupações improdutivas na ampla extensão dos relacionamentos, do trabalho, da saúde e das finanças. Em elegante estilo, ele nos mostra como neutralizá – las e até mesmo eliminá – las”. (Aaron Beck)

“Como lidar com as preocupações, do Dr. Leahy, deveria se chamar “ Sete passos básicos para uma vida sem estresse”. Ele oferece ferramentas práticas e eficazes para reverter sua preocupação e transformar sua qualidade de vida”. ( Anthony Robbins )

A Terapia Cognitiva aborda as distorções do pensamento, o modo de pensar que causam os transtornos de ansiedade e depressão. Assim a Terapia Cognitiva é relevante, pois o ajuda a compreender e modificar essas distorções cognitivas para diminuir sua ansiedade e aprender a resolução de problemas.

A preocupação está em todo lugar, é o componente central de todos os transtornos de ansiedade e depressão. Pesquisas demonstram que a preocupação, precede aos primeiros sintomas da depressão e que 50% das pessoas tiveram sérios problemas com depressão, ansiedade ou abuso de álcool e drogas, em algum momento da vida.

A preocupação não se limita ao TAG, a doença do “e se”, isso é importante por duas razões: primeiro, uma pessoa que tem TAG, transtorno de ansiedade generalizada, ou se é um preocupado crônico, provavelmente apresenta alguns problemas com outro transtorno de ansiedade social, fobias, compulsões, pânico, estresse pós traumático ou depressão. Segundo, se vencer a preocupação, a ansiedade e a depressão pode melhorar consideravelmente, com as estratégias e técnicas cognitivas.

A preocupação é uma forma pela qual a pessoa pensa poder evitar que coisas piores aconteçam, é uma estratégia de adaptação a realidade que a mesma vê como incerta, fora de controle, perigosa e repleta de problemas. Acredita que a preocupação o leva a agir de modo responsável, de estar motivada a fazer as coisas e evitar os sentimentos desagradáveis.

Acreditam que a preocupação ajuda a resolver os problemas, praticam a ruminação de pensamentos para encontrar as respostas, sentirem protegidas e impedirem que coisas ruins aconteçam. Assim criam regra como: “Se eu me preocupar, então coisas ruins não me acontecerão.”

Acreditam que o mundo é perigoso e não conseguem lidar com as ruminações negativas, ficam com as antenas ligadas em busca de ameaças, como um radar e veêm perigo mesmo quando não existe. Assim os preocupados consideram que o mundo está repleto de oportunidades de rejeição, fracasso e que suas previsões são precisas. Eles são guiados pelo pessimismo generalizado, acreditam que podem ter uma doença grave, que vão falir ou vão fracassar nos relacionamentos.

A preocupação não o deixa sentir emoções fortes, pois pensa mais do que sente, prefere pensar sobre os problemas, é uma estratégia para não sentir o impacto emocional.

O nível de ansiedade não aumenta nas pessoas preocupadas, pois está elevado na maioria da vezes, assim quando uma imagem ameaçadora é apresentada, é como se fosse uma “ ameaça normal”. Enquanto nas pessoas despreocupadas, quando observam uma imagem ameaçadora, sentem medo e seus batimentos cardíacos aceleram, assim diante da exposição repetida à mesma, sua ansiedade diminui.

Os preocupados não apresentam diminuição da ansiedade diante da imagem ameaçadora, pois estão sempre em estado de tensão, a preocupação suprime a ansiedade, porque pensa estar fazendo algo construtivo quando se preocupa. Somente quando pára de se preocupar, o nível de ansiedade se eleva, é como se a ansiedade estivesse encubada durante a preocupação. Esta é a razão pela qual os preocupados são realmente mais ansiosos, embora fiquem menos ansiosos quando estão preocupados de verdade.

A preocupação proporciona a ilusão de controle, quando a pessoa está  ansiosa, acredita que as coisas fugirão ao controle, pensa nas piores possibilidades e catástrofes, depois procura soluções. O que pode dar errado…Como posso controlar…

Essa busca constante de controlar as coisas são os comportamentos de segurança, para se sentir seguro, por exemplo: se você tiver preocupação obsessiva em se infectar com algo, você manifesta o controle ao lavar e esfregar as mãos constantemente.

Desse modo, as pessoas usam a preocupação para ganhar o controle, pois antecipam os perigos ou ameaças antes deles acontecerem e, se elas não acontecem, acreditam que foi a preocupação que impediu os resultados ruins.

A preocupação é uma forma de reduzir a incerteza, os preocupados preferem ter a certeza de um desfecho ruim a encarar um desfecho incerto que poderia ser positivo. As tentativas de eliminar as incertezas, os deixam mais frustrados e não suportam não saber algo com certeza

O preocupado crônico, pensa que precisa saber das coisas com certeza e se não tiver certeza conclui que vai acabar mal, mesmo quando parece ter a solução a rejeita, porque acredita que não resolverá definitivamente, pois busca a resposta absolutamente perfeita que eliminará a incerteza. Assim a incerteza equivale a ameaça, falta de controle, erros, responsabilidades, culpas e arrependimentos.

Os preocupados coletam informações que pendem para o negativo, que descobrirão algo antecipadamente e reverterão o perigo, na busca da solução perfeita e como esta não existe, continua se preocupando.

Exemplo: A pessoa pensa:

“ Talvez minha chefe esteja furiosa comigo.” ( “algo ruim pode acontecer” )

“ Não suporto não saber ao certo.” ( “Se tivesse certeza… Não quero ser pego de surpresa” ).

Então começa pensar todas as coisas ruins, praticando a ruminação de ser criticado, humilhado, demitido e nunca mais conseguir outro trabalho.

Busca soluções, como bajular a chefe, trabalhar mais e se volta para os colegas reassegurando de que as coisas ficarão bem. Mas rejeita todas as soluções, pois não tem certeza absoluta que a chefe está furiosa e vai demiti lo. Assim continua a se preocupar.

As pessoas preocupadas acreditam ter o controle dos pensamentos e sentimentos, supervalorizam a racionalidade, têm uma visão negativa das emoções que podem fugir do controle e não tolera os sentimentos. Assim ficam com medo das próprias sensações, com as seguintes crenças: não posso aceitar meus sentimentos confusos, tenho vergonha do que sinto e minhas emoções não fazem sentido.

Com o medo de perder o controle e sobrecarregar emocionalmente, começa a monitorar os pensamentos ruminativos, para verificar se está se preocupando e isso o faz se preocupar ainda mais com a falta de controle.

A pessoa pensa que a preocupação irá motivá – lo a fazer as coisas, por exemplo:

Os universitários se preocupam com as provas e pensam que isso fará com que estudam. “ Preciso me preocupar para conseguir estudar”.

A pessoa se preocupa com o relacionamento e acredita que isso irá fazê-lo, se dedicar mais a relação.

A pessoa se preocupa com a saúde, a aparência e acha que isso o fará ir ao médico, fazer exercícios e começar uma dieta.

É verdade que uma certa dose de ansiedade e desconforto, pode ser motivadora, porque pensa: “ talvez um pouco de preocupação possa me ajudar a motivar”. Será que se preocupar me levará a fazer as coisas…

As pessoas usam duas estratégias diferentes.

As pessoas pessimistas defensivas preocupam se com o desempenho, por não estarem motivadas e diminuem as expectativas em relação a si mesmos, dizendo aos outros que estão preocupadas por não estarem preparadas o suficiente. Entretanto os pessimistas defensivos realmente se esforçam mais e no final se saem bem. Quando são impedidos de se preocuparem devido a distrações, realmente se saem piores nas provas.

Nas pessoas deprimidas e altamente ansiosas a preocupação leva à dificuldade de concentração, esquiva e procrastinação.

A ansiedade intensa pode prejudicar o desempenho, conduzindo a pensamentos intrusivos, dúvidas e sensações de pânico.

Assim uma pessoa que é preocupada e não é pessimista defensiva, suas preocupações provavelmente interferem em seu desempenho e agrava conflitos nos relacionamentos.

Na verdade, a preocupação pode ser uma “solução”, que na realidade é um problema.

Em vez de tornar o mundo mais repleto de certezas, ela apenas faz você sentir mais incerto em relação a ele.

Em vez de ajudá-lo a lidar com as emoções, torna-o medroso e confuso em relação a elas.

Em vez de resolver os problemas, a preocupação produz mais problemas para resolver.

Então…Qual é o seu perfil pessoal de preocupação…

Você se preocupa muito…

Com quais áreas de sua vida você se preocupa…

Como você pensa sobre sua preocupação…

Você consegue suportar suas incertezas… De que modo sua preocupação está relacionada à sua personalidade…

Preocupar – se de modo eficaz, é o primeiro passo para assumir o controle da sua preocupação.

# Distinguir as preocupações produtivas das improdutivas.

# Lidar com a preocupação improdutiva sem usar a preocupação.

# Transformar a preocupação produtiva em solução de problemas o mais breve possível.

Preocupação produtiva é aquela que o ajuda a resolver problemas e conduz a uma ação, que se pode realizar no momento.

Regras dos elementos da preocupação produtiva

Preocupação improdutiva é aquela que gera vários “ e se…”, que não leva a qualquer prática concreta.

Assim fica prisioneiro da própria mente, com pensamentos que não consegue aceitar, como por exemplo:

“Por que a vida é tão injusta…” “ Por que isso foi acontecer comigo…”

É preciso transformar as ruminações em questões que envolvam ação. O que eu devo fazer…Qual o problema que preciso resolver…

Regras dos elementos da preocupação improdutiva

Quando não houver nada que possa ser feito de imediato, fica caracterizada como preocupação inútil.

As pessoas preocupadas apresentam intolerância à incerteza, são resistentes em aceitar a realidade como ela é de fato. Assim a busca da certeza é uma forma de esquiva emocional, pois recusa se a aceitar o que pode e o que não pode controlar.

Acreditar em si mesmo e tentar se convencer a parar de se preocupar são “conselhos inúteis”. Ouvir “esses conselhos”, pode até mesmo levá lo  a ficar deprimido.

A preocupação o faz “pensar” que está em busca de soluções perfeitas, que não terá surpresas, que ficará motivado e será responsável, porém é preciso distinguir a preocupação produtiva da improdutiva e transformá la em solução de problemas. “ Há algo que eu posso fazer agora…”

Em vez de se atormentar com os “ e se…”, a respeito como o mundo “ deveria ser…”, você pode aprender a aceitar a realidade como ponto de partida da situação atual e se comprometer com a tomada de decisões e atitudes nos pontos que sejam necessários a melhorar sua dinâmica de funcionamento e alívio emocional.

Assim se faz necessário um “processo terapêutico de intervenção estruturado”, com muitas técnicas e estratégias práticas da Terapia Cognitiva.

A segunda e última etapa será sobre uma área de preocupações específicas como: as relações e interações sociais, os relacionamentos afetivos, o trabalho, as finanças ou ainda sobre saúde.

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