Psicoterapia

Os princípios teóricos práticos fundamentais da Terapia Cognitiva, durante o processo de intervenção, o terapeuta focaliza seu trabalho na correção das distorções nos três níveis cognitivos, conforme figura abaixo.

Níveis de cognição (Knapp)

Pensamentos automáticos: nível mais superficial do pensamento, é espontâneo, específico para cada situação, pode ser uma constatação disfuncional e deriva de um erro cognitivo. É o nível mais fácil de acessar e modificar, durante a intervenção com questionamentos, para melhorar o humor.
O terapeuta ensina o paciente a identificar, avaliar e modificar seus pensamentos disfuncionais, a fim de produzir alívio dos sintomas.
A Terapia Cognitiva estimula o pensamento realista, diante do conhecimento da realidade, conforme o contexto.

Psicoeducação, questionamos os pensamentos que dão origem aos sentimentos.

Crenças Subjacentes / Regra Condicional / Atitudes: são as crenças identificadas em forma de regras condicionais, que guiam nossa conduta indicada por uma condição “se… então”. Exemplo: “Se eu fizer o que os outros querem, então irão gostar de mim” ou ” Se…, então serei aceita pelo grupo.”
Essas crenças influenciam sua visão de uma situação, como você pensa, sente e se comporta.

Crenças nucleares: são ideias e conceitos enraizados como verdades absolutas e imutáveis, sobre si mesmo, sobre outras pessoas e sobre a relação com o mundo que o cerca, a partir das experiências ao longo da vida. Assim o modo de pensar é consoante com suas crenças e a interpretação das situações vão modelando o nosso jeito psicológico de SER. Essas crenças são os conteúdos dos esquemas.
Esquemas, são estruturas cognitivas, que contém os conteúdos das crenças nucleares. Veja o quadro abaixo.

Esquemas Crenças Nucleares Disfuncionais
Incapacidade “Sou incapaz fisicamente, intelectualmente, profissionalmente, etc”
Inadequado “Sou feio, chato, faço tudo errado, visto-me mal, não sei falar, etc” (preocupação com  que o outro vai pensar)
Não estima “Não sou amada, sou rejeitada pelos outros (tenho requisitos, mas as pessoas não vêem). Não sou amável (Não tenho os requisitos)”
Vulnerabilidade “o mundo real é ameaçador e eu não tenho recursos para enfrentá-lo”

A modificação das crenças nucleares disfuncionais, devem ser o último objetivo da Terapia Cognitiva, para melhorar o transtorno e ocorrer a reestruturação cognitiva.

Para Beck (1976), a Terapia Cognitiva não é definida pelas técnicas empregadas, mas pela ênfase que o terapeuta dá ao papel dos pensamentos na causa e na manutenção dos transtornos.

Segundo Leahy (2000), o bom profissional deve saber como e para onde direcionar o processo terapêutico, fundamentado no método do questionamento socrático e na colaboração empírica que leva o paciente para as descobertas e mudanças.

  • Assim o paciente aprende:
  • Identificar e modificar sua forma distorcida de pensar;
  • Identificar e modificar as emoções que esses pensamentos provocam;
  • Identificar e modificar os comportamentos que são tomados por consequências desse pensamentos e emoções;
  • Utilizar formas alternativas mais funcionais de pensar e se comportar diante das situações;
  • Reestruturar crenças nucleares;
  • Solucionar problemas;
  • Construir estratégias de enfrentamento e habilidades em situações diferenciadas;
  • Prevenir a recaída.

Fonte:

BECK, J. Terapia cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre: Artes Médicas. 1997.

LEAHY, R. L. Técnicas de terapia cognitiva. Manual do terapeuta.  Porto Alegre: Artmed, 2006.

KNAPP, P. Terapia cognitiva comportamental na prática psiquiátrica. Porto Alegre: Artmed, 2007.

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