8:30h-11:30h e 13:00h-18:00h

Whatsapp

(67) 99971 7494

Skype

edinalvapsicologaecoach

Menu

TRANSTORNOS ESPECÍFICOS, MODIFICANDO OS PADRÕES DE TRATAMENTO

0 Comments

Com a criação do meu Blog, sei o que quero fazer, ou seja, fazer algo diferente, e diante da minha abordagem, a Terapia Cognitiva de Aaron Beck, pesquisador e cientista, o qual admiro e se tornou minha inspiração, pelos resultados obtidos com os pacientes que faço atendimentos psicológicos, no consultório.

Ser significativa como Terapeuta Cognitiva, compartilhar conhecimentos, aprendizados e experiências, com textos científicos, para esclarecimentos sobre a Terapia Cognitiva, os fundamentos teóricos e prática clínica, para minha atuação profissional e atender às necessidades das pessoas que buscam atendimentos clínicos.

Escutar ativamente as falas dos pacientes sobre o que lhes causam sofrimento e que os mesmos participem de forma colaborativa, na elaboração das metas terapêuticas claras e objetivas, focadas no método empírico, assim examinarem a veracidade, das cognições distorcidas e comportamentos disfuncionais, durante o tratamento do transtorno psicológico.

Ajudar no autoconhecimento e desenvolvimento, com o propósito de mudanças na dinâmica de funcionamento do Ser Humano, para que a qualidade de vida pessoal e profissional tenha resultados satisfatórios, com Saúde Mental.

Beck, Ellis e colegas, foram os primeiros a utilizar variedades de técnicas de tratamento comportamental, não apenas sobre os sintomas, mas também sobre os esquemas cognitivos ou crenças controladoras, que orientam o foco, a direção e a qualidade de vida do paciente.

“A” é o gatilho, algo real e externo ou interno na mente como uma imagem e memória. “B” são as crenças, os significados atribuídos aos eventos externos ou internos. “C” são as consequências das emoções, sensações e comportamentos.

É essencial que o terapeuta cognitivo tenha um entendimento sólido dos sintomas atuais da dinâmica de funcionamento do paciente, dos problemas atuais, dos eventos precipitantes e da historia anterior ao início da terapia.

A seguir, descrições breves, referentes a ênfase da Terapia Cognitiva, que deve ser variável para os seguintes transtornos.

Transtorno de Pânico: enfatiza a avaliação e testagem da interpretação catastrófica errônea do paciente, um conjunto de sintomas sugere que uma catástrofre física ou mental específica, está acontecendo ou prestes a acontecer. (Beck, 1987; Clark, 1989).

Transtorno de Ansiedade generalizada – TAG: enfatiza ensinar ao paciente a avaliar de forma realista a ameaça de perigo entre as situações e fortalecer sua capacidade de enfrentar situações ameaçadoras (Beck & Emery, 1985; Clark, 1989).

Fobias Sociais: enfatiza a reestruturação cognitiva, as técnicas de manejo de ansiedade e exposição orientada (Beck & Emery, 1985; Butler, 1989; Heimberg, 1990).

Transtorno Obsessivo compulsivo: enfatiza a exposição e a prevenção de resposta, orienta o paciente a descobrir experimentalmente que seu problema está nos pensamentos, em vez de uma possível ocorrência do problema no mundo real ( que ele está tentando prevenir através do comportamento neutralizante e tentativas de controlar seus pensamentos). O terapeuta o ajuda avaliar o grau que ele deveria de forma realista, ser responsável, se uma circunstância adversa ocorresse para outra pessoa ou para si mesmo (Salkosvskis & Kirk, 1989).

Transtorno de estresse pós traumático: enfatiza a identificação e modificação do sentido que o paciente atribuiu ao evento traumático, ensina-se uma combinação de técnicas para manejar seus sintomas de ansiedade intensos e imagens aflitivas recorrentes, após o evento (Dancu & Foa, 1992; Parrott & Howes, 1991).

Transtornos Alimentares: enfatiza identificar a reestruturação das crenças disfuncionais sobre comida, peso e o self, particularmente em relação à imagem corporal e ao valor pessoal ( Bowers, 1993; Fairburn & Cooper, 1989; Garner & Bemis, 1985).

Abuso de substâncias: enfatiza identificar e testar os pensamentos e imagens sobre tomar drogas, modificar as crenças que aumentam o risco de uso de drogas, enfrentar abstinências e fornecer prevenção da recaída ( Beck et al., 1993; Marlatt & Gordon, 1985).

Transtornos de personalidade: enfatiza melhorar o funcionamento atual, aumentando o repertório do paciente em estratégias compensatórias, desenvolvendo e aprendendo com o tratamento terapêutico, entendendo o desenvolvimento histórico e a manutenção das crenças centrais e modificando as através de métodos “racionais” e experimentais ( Beck et al., 1990; Layden et al., 1993; Young, 1990).

Esquizofrenia: com um tratamento adicional em combinação com farmacoterapia, a terapia enfatiza a consideração de explicações alternativas para diversas experiências psicóticas (Chadwick & Lowe, 1990;  & Kingdon Turkington, 1994; Perris et al., 1993).

Problemas de casais: enfatiza que os indivíduos assumam responsabilidade por modificar suas expectativas disfuncionais, crenças, interpretações, comunicações e comportamentos em direção ao parceiro/a ( Baucom & Epstein, 1990; Beck, 1988; Dattilio & Padesky, 1990).

Transtorno Bipolar: com tratamento adicional, a terapia enfatiza identificar precocemente episódios hipomaníacos e depressivos; estratégias para lidar com esses episódios; regularizar o sono, alimentação e níveis de atividade do paciente; reduzir a vulnerabilidade e exposição a situações disparadoras e melhorar a concordância da medicação ( Palmer, Williams & Adams, 1994).

Essas descrições visam encorajar os terapeutas cognitivos a busca por estudos constantes e treinamentos das técnicas científicas para transtornos mais complexos, que requerem uma variação da Terapia Cognitiva padrão.

O planejamento de um tratamento efetivo requer um diagnóstico idôneo, uma sólida formulação de caso em termos cognitivos e consideração das características e problemas do paciente individual, pois cada Ser Humano é único em seu jeito de ser, pensar, sentir, agir e interagir no seu contexto.

O terapeuta cognitivo desenvolve e modifica continuamente um plano geral, de forma colaborativa com o paciente para tratamento entre sessões e um plano mais específico, antes de cada sessão e dentro de cada sessão, para que as metas terapêuticas propostas possam ser alcançadas de forma ampla, nas áreas essenciais da vida do paciente.

Fonte:

 BECK, J. Terapia cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre: Artes Médicas. 1997.


KNAPP, P. Terapia cognitiva comportamental na prática psiquiátrica. Porto Alegre: Artmed, 2007.

LEAHY, R. L. Técnicas de terapia cognitiva. Manual do terapeuta.  Porto Alegre: Artmed, 2006.